Casas de Paz- A conquista é de dois em dois

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Texto: Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós. (Lc 10.5,6). 

Introdução: quando Jesus enviou seus discípulos de dois em dois, tinha uma estratégia muito bem definida. Eles deveriam encontrar “filhos da paz” e estabelecer uma base do reino de Deus em suas casas.  Quem eram esses “filhos da paz”? Pessoas não convertidas, mas que tivessem o coração aberto para Deus e aceitassem abrir a porá de seus lares para o evangelho. Hoje estamos sendo preparados para a mesma missão. Vamos nos organizar em duplas de ceifeiros a fim de fazermos uma grande colheita para o Senhor. 

A grande questão é: como encontraremos os “filhos da paz”?

  1. Precisamos bater à porta das famílias – aqueles discípulos de Jesus não tinham um endereço específico. Tampouco encontrariam um sinal na testa das pessoas indicando que elas estavam de coração aberto. Portanto, precisariam aproximar-se de gente desconhecida, tentar entrar em suas casas e propor-lhes a paz de Deus. Há muitas maneiras de fazermos isso, mas todas elas desafiarão nossa timidez e receio de não ser bem recebidos. Se não ousarmos semear, nunca poderemos colher (2 Co 9.6).
  2. Encontramos os “filhos da paz” quando descobrimos as necessidades das pessoas – sempre haverá gente carente de uma intervenção divina. Se alguém está sofrendo, aí está um candidato em potencial. Veja um exemplo em João 5.5-9. Se Jesus não tivesse tomado a iniciativa de evangelizar aquele homem que sofria há tanto tempo, ele não teria sido salvo e curado.
  3. Precisamos abordar aqueles que estão curiosos quanto às questões espirituais – Filipe, em Atos 8.27-35, é um bom exemplo, quando aproveitou a curiosidade do oficial etíope para evangeliza-lo. Nesse caso, aparentemente, não se tratava de uma pessoa com problemas. Pelo contrário, o servo do Senhor poderia até se sentir intimidado por estar diante do representante de uma rainha. Filipe, porém, percebeu que aquele homem estava lendo as Escrituras (embora não entendesse o que lia) e ousou estabelecer um diálogo com ele e anunciar-lhe o evangelho. Assim, esse episódio terminou com o eunuco sendo batizado e levando a Palavra de Deus para sua terra. Se Filipe não tivesse a intrepidez de pregar para ele, nunca saberia que ali naquela carruagem estava um “filho da paz”.
  4. Devemos estar atentos para aproveitarmos todas as oportunidades – em Atos 16.13-15, Paulo conhece algumas mulheres e lhes anuncia o evangelho. Uma delas, chamada Lídia, estava com o coração sedento e sua casa se tornou uma “Casa de Paz”. Se Paulo não pregasse e ficasse orando, certamente, a colheita não aconteceria. Quantas vezes deixamos de colher e muitas casas permanecem fechadas por não ousarmos bater em suas portas. Em Atos 16.27-34, Paulo e Silas levaram a salvação a uma família inteira quando ousadamente abriram a boca e pregaram para um carcereiro desesperado que queria suicidar-se. Portanto, temos que estar atentos para não perder as oportunidades.

Conclusão: muitos cristãos desobedecem ao Senhor e não cumprem sua missão por causa da timidez e do receio de não serem bem sucedidos. Quando enviou os setenta, Jesus admitiu a probabilidade de que algumas casas não iriam se abrir para eles. O que deveriam fazer então? Perder a paz? Voltar frustrados? Não! O Senhor lhes disse: “Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós” (Lc 10.6). Simples assim. Em outras palavras, se você não obtiver êxito numa tentativa, fique tranquilo e parta imediatamente para outra.

A verdade é que temos de semear muito para colher alguma coisa. Não podemos nos desestimular com uma porta fechada, ou mesmo com pessoas que se abrem inicialmente, mas depois não permanecem no Senhor. Um semeador da palavra precisa saber que nem toda semente prosperará, mas que a única forma de colher é continuar semeando (leia Ec 11.6 e Mt 13-47-48). Eu não sei quantas sementes já perdi na vida, quantas pessoas a quem eu ministrei e que não deram o fruto esperado. Mas a alegria do meu coração está naquelas que permaneceram, e eu só as tenho porque nunca deixei a frustração me calar.

Os setenta discípulos enviados por Jesus voltaram um tempo depois “possuídos de grande alegria” (Lc 10.17,18), não porque não encontraram portas fechadas, mas porque perseveraram e venceram as resistências de Satanás. Vamos fazer o mesmo nesse tempo. Temos motivos para assim fazermos. Primeiro, porque é o Senhor quem está nos enviando. Segundo, porque há pessoas preciosas apenas esperando que batamos às suas portas. Terceiro, só teremos experiências sobrenaturais e voltarmos cheios de alegria se ousarmos obedecer.

Nossa cidade está cheia de “filhos da paz”. Nossa tarefa agora é descobrir onde eles vivem e entrar em suas casas para fincar a bandeira do reino de Deus. E então, Você aceita essa missão? Amém.