image_pdfimage_print

Início: A Festa dos Tabernáculos tinha como objetivo fazer o povo se lembrar do tempo em que morou em tendas, durante a peregrinação pelo deserto, e que Deus o sustentou ali, após te-lo tirado da escravidão no Egito (Lv 23:33-43)

Nesta festa, toda a região próxima a Jerusalém ficava coberta de cabanas ou tendas feitas de ramos de árvores, daí o nome hebraico sucot. Todos os israelitas moravam ali durante aqueles dias.

Eram também conhecida como Festa da Colheita, Festa da Sega, Festa das Cabanas. Comemorada no sétimo mês do calendário judaico, cinco dias após o Dia da Expiação(Yom Kippur), ela prosseguia por sete dias, e no oitavo havia uma reunião solene (Ex 23:16 e 17; 34:22) Era realizada logo após o povo de Deus colher o trigo e recolher os frutos próprios da estação, e em memória à provisão divina, que nunca faltou, mesmo nos momentos mais difíceis que o povo viveu no deserto (Lv 23:43)

Era a festividade mais alegre de Israel, quando o povo se divertia mais, pois os corações estavam repletos de contentamento pelos cuidados de Deus.

“Ora, Moisés costumava pegar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial. Ele a chamava de ‘tenda do encontro’. Todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda do encontro, que estava fora do arraial” (Êx 33.7, NAA)

A parceria de Deus com seu povo para a construção do Tabernáculo

  1. Por que construir um Tabernáculo no deserto?

Antes da construção do Tabernáculo propriamente, Moisés já havia fabricado no deserto a chamada “tenda do encontro”, uma tenda rudimentar onde o Senhor se encontrava com Moisés e ali falava com ele. Mas prestemos atenção aos detalhes na descrição bíblica desse lugar:

A tenda do encontro de Moisés ficava fora e bem longe do arraial. Certamente Moisés tomara a iniciativa de construir essa tenda incipiente porque precisava estar em comunhão com Deus num espaço reservado, onde pudesse receber dEle suas orientações para comunica-las ao povo; e construí-la fora e distante do arraial certamente foi uma decisão motivada pela profunda reverência para com a santidade de Deus. Onde Deus se manifesta, “é terra santa” (Êx 3. 5).

Entretanto, Deus parecia não estar satisfeito revelando-se a Moisés fora e bem longe do arraial, então lhe diz:

Ex. 25:8- “Diga aos filhos de Israel que me tragam uma oferta. De todo homem cujo coração o mover para isso… E farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”.

Perceba a ênfase: “no meio deles”. A tenda do encontro ou da congregação já não ficaria mais fora, mas no meio do arraial dos hebreus; a presença de Deus não se manifestaria distante, mas bem próximo a eles, e as tribos de Israel se assentariam em sua volta (Nm 2.2)! O Deus que é criador do céu e da terra, toma a iniciativa de aproximar-se mais e mais dos homens. Ele não quer distância, Ele quer proximidade, e os que aceitarem seu gesto de graça, o conhecerão mais de perto; os que recusarem, permanecerão à distância, para seu próprio prejuízo. Sl. 138:6 “Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”

Aí está a razão para construção da tenda da comunhão e adoração portátil no deserto: Deus queria habitar junto dos homens, para ter comunhão com Ele. Deus é o Pai nosso que está nos céus, mas é também o Senhor que traz a nós o seu reino (Mt 6.9,10), por amor a cada um de nós.

At. 15:14 – (Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome), representa o veículo pelo qual Deus habitaria novamente entre os homens. Yeshua foi e é tal veiculo para a habitação de Deus entre os homens. Seu nome e Emanuel: “Deus habitando entre nós”, ou traduzido do hebraico: Deus tabernaculando entre nós! O verbo habitar em hebraico nessa passagem é “Lishkon” = habitar ;  e a palavra em hebraico para Tabernáculo é Mishkan” = habitação. A restauração do “Tabernáculo de Davi”, ou seja, Yeshua realizando a obra da cruz , tem como objetivo também o que o profeta Amós relata no cap 9 ver 11 de seu livro e que também  Tiago menciona no cap 15 ver 17 do livro de Atos: “(…)Para que o resto dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o Meu nome e invocado, diz o Senhor que faz todas estas coisas”. Por isto o sacrifício de Yeshua é algo universal e não apenas restrito ao povo Judeu . Haleluia !!

Nos tempos do N.T., os judeus tinham o costume de carregar água do poço de Siloé e despejá-la numa bacia, posta ao lado do altar do sacrifício, todos os dias da festa. Esse fato não é mencionado no A. T. A cerimônia de derramamento de água significava um ato de agradecimento pelas chuvas que proporcionaram boas colheitas durante o ano.

Quando Jesus esteve presente na Festa dos tabernáculos, em Jerusalém, no último dia da Festa, declarou: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:37-38) Jesus declarou ser essa água e afirmou que se os presentes na celebração bebessem da água que Ele oferecia (e ainda oferece), a sede espiritual deles seria saciada. Isso causou grande impacto nos Seus ouvintes.

Conclusão: Naquela festa, o povo de Deus ficava por sete dias em tendas, feito com ramos de palmeiras e galhos de árvores. Foi Deus quem mandou que eles fizessem assim, para se lembrassem do cuidado de Deus, quando moravam em tendas no deserto, pois Ele os ajudou e não lhes faltou nada: nem comidas, nem água. Com a vinda de Jesus, não precisamos mais celebrar cada ano os sacrifícios que os israelitas tinham que celebrar, pois essas festas eram “sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17), porém devemos sermos gratos a Deus pela sua provisão e fidelidade para cada um de nós. Não nos tem faltado nada, afinal não temos tudo que pedimos ou queremos, mais temos mais do que merecemos. Recebemos o maior presente dos céus, o filho de Deus, aliás o próprio Deus decidiu tabercular com o homem, e através da sua vida, morte na cruz, e ressurreição, Ele abriu um novo e vivo caminho para cada um de nós, termos certeza de vivermos a vida Eterna na sua presença. Amém.